Dezessete
Dezessete primaveras cálidas,
um singular severo verão de calor:
o que separou esta alma pendente,
com anseios da mão célere, experiente,
do meu mais cérceo morno torpor.

Menina mimada, como o mundo, à cidade andando;
Seguindo o seu norte, no Austral caminhou.
No oeste dormiu noitadas sob a floração,
no Leste, viu que dos bairros, o mais feliz,
é onde se enterra como arbusto a solidão.

Vestindo de Vênus, a sua indumentária,
puxando as rédeas da luz do velho Apolo,
abraçou, em mordaz movimento, Afrodite,
deitando como folha no grego solo,
caindo como criança no meu erradio colo.

Arguiu em palcos, almas diversas,
protagonista dessa imensa e verduga peça,
e ensaio não permitiu, onerosa que é esta.
Dançou dança comigo, fez em palco, tango, seresta
das praças, das ruas, em seu leito macio fez festa.


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