Poesia itinerante

Cada dia uma missão,
cada passo, passa o solado,
a brigar como soldado,
em guerra contra o chão.

E cada passo como fóssil
para o leitor do futuro,
como um cancro duro,
não ama, mas se faz dócil.

Mas se tem como eficaz,
o papel duplo no alvo nariz,
que ao assuar a poesia, o faz
respirar poesia de aprendiz.

Cada esquina uma palavra,
como acne - célula morta,
que em folha branca se exorta
com recorte,
en/ca/dea/mento,
di vi são.

Cada parágrafo uma paralela,
cada placa - uma vírgula -, nela.
Idas e voltas na estrada,
pra pegar a sintaxe, ops!furada.
Agora no acostamento.


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