Em duas cores

Sintilância da pele clara,
a contrastar com o negro do mundo.
Voz que emana do mormaço do fundo,
a soltar luz no ruído que dele, exala.

Da garganta, lânguido corredor,
se faz hóspede a palavra lodosa,
como o alimento que serve a dor,
ao alimentar a lâmina formosa.

E vênus pela janela, cinema em duas cores,
das quais uma lembra os amores,
na gaveta escura da tenra imensidão.

Lembranças do deitar na divina prancha,
onde os delgados braços desmancha,
márcara dos seios, ao tentar ver coração.
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