Crime Inidôneo

Teu nome ínclito, a essa boca morta escuta;
e escuto ao longe os ecos de tamanha rigidez.
Tua voz é canto etéreo de bela moça culta,
é lúdica música no choro de viuvez.

Meu olho pintado, beijado mais de dezena;
teu cabelo, uma estriga de nós eu lhe fiz.
E esta mão é como em tosse, o verniz;
é como em jardim morto nascer a falena.

Os teus dias mortos; frios como o calendário,
morrem em lazer, festa, trabalho;
que culpa tem o cotidiano?

Tua história - cravada - em livro invisível;
em essência é o teu crime impossível:
mirar a Lua, acertar o humano.

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